Manhã
Tabu
Sei lá
Só sei que para cada canto da rua dei lembrança tua na esperança de em teu seio morar.
E será que eu nunca havia notado os pequenos sons do teu fazer? Macios como a cama que me deito em sonhos. Detalhes, resquícios, relíquias que inundam meu ser.
Toma
Sim, toma de graça a falta,
a causa de tanta desgraça.
Ponto
um tanto tonto
de pouco sono
Espero pronto no ponto
não passa,
um impasse.
Peço ajuda,
um assassinato,
Como você.
PT
Fantasmas que habitam meu coração
Prof. Mentalismo.
Rosa
A musa nua, mulher despida, ferida a gosto. Belo gosto. Há um tanto de história por trás da carne, que mostra que é vida encarnada, o fruto da flor e também a seiva que banha este velho.
Moça que já foi menina, conta-me um tanto do teu bairro, das aventuras, do céu que te alegra, daquilo que melhor te cerca.
Por dentro desses galhos velhos, espero tua seiva, para que cresça a mesma rosa do teu bairro, das tuas aventuras e do teu jardim.
L.C.M (original do dia 13/10/2018)
Antropofagia
Breve apologia à natureza.
Natureza que assopra meus pulmões, que sem pedir nutre minhas veias, que faz células vagarem por organismos, travando guerras silenciosas, fazendo de nós sujeitos, plateia e olimpo. Estamos mesmo todos sujeitos a ela, que tanto dá ao amigo quanto ao inimigo. Amiga da moléstia e do sorriso, que arranca toda vida desse pedaço de chão, que traça o começo, o meio e o fim.
Gaia, se sinto imensa felicidade pelo simples voar de um passarinho e extremo pesar pelas tragédias que vivo, o quão absurdo é tudo isso? Sinto que és mãe de tudo, do pássaro, da tragédia, da minha felicidade, que como todo o resto apenas acontece e só isso. Sem que nada em teu seio tenha o número ou o grau que em muitas de minhas preces eu já tenha pedido, enquanto relutava em ver que és o próprio sentido. L.C.M (original do dia 15/08/2018)
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Sonhos caídos
Bêbados II
Bêbados
Se não são os bêbados os mais lúcidos, quem são? L.C.M.
Sou só um homem. E o que isso quer dizer, afinal de contas? Para responder qualquer baboseira esotérica, chamem um xamã. Não, um xamã não; alguém mais inútil, quem sabe um pastor, daquele tipo que faz um bem danado. Ali, do outro lado da rua, um homem no chão, um homem de terno. Quem sabe ser homem é só saber usar pano para se cobrir e para se dizer de ali ou de lá. Homens, para que os quero? Quem disse que quero? Talvez seja isso, no fim das contas: se identificar com aquilo que mais odeia e que mais ama. L.C.M (original do dia 02/06/2018)
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Após desbravar discursos turvos dos bravos laureados ocupantes das cadeiras enfeitadas de insegurança, deparei-me com o louco, o animal, e, ...
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